terça-feira, 6 de agosto de 2013

Tipos de grãos de Café

Sempre presente no nosso dia a dia – e nas nossas cafeteiras elétricas –, o café tem muita história e já foi marco de mudanças sociais, econômicas e políticas no Brasil e no mundo. Considerado sagrado para alguns e usado em celebrações, é, sem dúvidas, uma das bebidas mais populares do mundo.

Sempre quando se fala a origem do café, que dá o sabor e o aroma, ouvimos falar em grãos do tipo Arábica e Robusta. A maior parte dos países produtores se encontra em zonas tropicais, com o clima quente e úmido. Os países que produzem o tipo Arábica ficam nas zonas de altitude e a Robusta, nas regiões mais baixas. O Brasil está entre os países que mais produzem o grão, sendo privilegiado por ser o único país a possuir todos os tipos de cafés.

O Arábica é o grão do tipo mais nobre, com diversos subtipos. Foi classificado apenas em 1753 e é originário da Etiópia. A planta é muito delicada e necessita de dedicação no cultivo. Antes de torrado, o grão tem um tom esverdeado e forma oval.
O melhor lugar para seu cultivo é entre 600 e 2000 metros e, quanto maior a altitude, maior a chance da qualidade dos grãos ser melhor. Seus maiores cultivadores são os países da América do Sul e Central, como também alguns países da África e da Ásia.

No Brasil, onde esse tipo de grão de café é cultivado a uma altitude de 1200 metros, a qualidade é melhor. Embora exista o risco de geada, a diferença de temperatura entre o dia e a noite proporciona um melhor café. O Arábica tem taxa de cafeína de 1,4% e as melhores torrefações de café usam somente combinações dos seus grãos.


Entre as variedades do café Arábica, está o café Kona, considerado um dos mais saborosos. Seu cultivo é muito restritivo a condições do solo e temperatura, e esse café encontrou nas encostas mais baixas de Mauna Loa, um vulcão na região ocidental do Havaí, o lugar perfeito para se desenvolver com qualidade. Sol, umidade, sombra, brisa suave e frescor da chuva alimentam o plantio desse ótimo café.

O Robusta Africana é também conhecido como Conilon. Originário da África, tem características mais rudes e é um grão muito resistente. Cultivado em terrenos baixos, seus grãos são menos perfumados Seus grãos são menos perfumados e têm sabor típico e único, sem possuir as variantes do Arábica. Seu teor de cafeína é maior, entre 2 e 4,5%.O termo "robusta" é o nome de uma variedade de uma árvore com frutas arredondadas e que demoram até 11 meses para amadurecer. Suas sementes são também ovais, porém menores que as sementes Arábica e sua acidez é mais baixa, por isso é muito usado em cafés solúveis.É encontrado na África Ocidental e Central, no Sudeste Asiático e em algumas regiões do Brasil.

Um blend de cafés (mistura de grãos) é criado a partir da mistura de sementes para uma criação harmônica de sabores. A maior parte dos cafés usa os dois tipos, Arábico e Robusta, nessa mistura. Porém, quem procura um café mais sofisticado, muitas vezes faz um blend apenas com grãos Arábica.

O melhor tipo de grão de café é aquele que mais tem a ver com o seu paladar. Com tantas opções de sabores, fica difícil resistir ao famoso cafezinho.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A Valorização do Café na História

A Valorização do Café na História

O mais conhecido convênio de estados cafeeiros para obter financiamento externo para armazenamento de café em armazéns a fim de diminuir a oferta externa e conseguir preços mais elevados para o mesmo foi o Convênio de Taubaté de 1906.

O pressuposto da retenção de estoques de café era a crença de que depois de uma safra boa, seguiria-se uma safra ruim, durante a qual o café estocado no ano anterior seria exportado. A partir da década de 1920, a valorização do café tornou-se permanente, aumentado muito o volume estocado, fazendo os preços se elevarem, atraindo com isso novos países produtores ao mercado fazendo concorrência ao Brasil.

Com a crise de 1929, a partir do governo de Getúlio Vargas, todo os estoques de café tiveram que ser queimados para os preços não subirem. A escolha foi feita de modo a manter o café como um produto destinado às elites. Ou seja, o governo preferiu queimar o café à vendê-lo por um preço mais baixo, o que o tornaria acessível a qualquer cidadão da época. Foram queimados de 1931 a 1943, 72 milhões de sacas, equivalentes a 4 safras boas. A partir de 1944, a oferta de café passou a ser regulada por convênios entre países produtores.

Atualmente, o Café é considerado "a bebida do sistema capitalista", devido às propriedades que a cafeína confere aos seus usuários, levando-os a obterem melhor rendimento e produtividade no meio profissional.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Café protege a mulher contra a depressão

Um estudo conduzido por especialistas da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, nos EUA, concluiu que
o café pode ser um aliado na luta contra a depressão. Principalmente em mulheres.Segundo o estudo, mulheres que bebem duas ou mais xícaras de café por dia são menos propensas a sofrer depressão.

Os pesquisadores analisaram mais de 50 mil mulheres. O grupo foi dividido nas que consumiam café e nas que não tomavam a bebida. O que se constatou foi que as mulheres que bebiam o café diariamente, tinham 20% de chance de ter menos depressão das que bebiam apenas algumas vezes na semana.

O motivo de o café ser um agregado contra a depressão está na cafeína contida em sua fórmula, disseram os especialistas. A substância poderia alterar a química do cérebro. Tanto que o café descafeinado não teria o mesmo poder na prevenção da doença.

Fonte : noticias.r7.com/saude/